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Minicurso “Estética e política na arte contemporânea: 1970-2000”, com Ricardo Fabbrini

Entre os dias 07 e 08 de dezembro de 2017, será realizado, das 14 às 17h na sala O-510, o minicurso “Estética e política na arte contemporânea: 1970-2000”, com Ricardo Fabbrini, da universidade de São Paulo. O evento é organizado pelo Centro de Estética e Filosofia da Arte da UFF (CEFA/UFF). A entrada é franca. Confira abaixo a ementa.

Ementa
O curso examinará a transição do imaginário moderno (ou das vanguardas artísticas) ao imaginário contemporâneo (a arte depois das vanguardas). Caracterizará o período pós-vanguardista (dos anos 1970 aos anos 2000) a partir da perda dos poderes de negação da obra de arte autêntica (no sentido da modernidade do início do século) e da crise de sua função prospectiva ou dimensão aurática. Apontará como traços distintivos da produção cultural a partir dos anos 1970, entre outros, o abandono de uma concepção unitária da história, substituída pela ideia de histórias possíveis, e a “deslegitimação” das construções programáticas. Examinará, também, o “sentido da imagem” na arte contemporânea a partir de sua relação com a dita tradição modernista (o período das vanguardas artísticas dos anos 1910 aos anos 1960). Partindo do diagnóstico que as imagens hegemônicas na contemporaneidade são imagens sem enigma, o curso conjecturará se na “sociedade hiper-real”, no termo de Jean Baudrillard, é possível, ainda, produzir uma “imagem enigma” que “force o pensamento”, na expressão de Gilles Deleuze. Por fim, examinará a relação entre a estetização da memória e a administração da cultura na dita sociedade pós-industrial ou do espetáculo do presente.